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Histórias

Histórias

Todas as histórias, da mais antiga à mais recente, sem corte.

Pasta de papelão amarrada com cadarço sobre a mesa
Histórias

Firmas em que tudo passava por uma pessoa

Três partes em cada história: o que a firma trouxe, o que fizemos e o que ficou com ela. Publicadas com autorização.

Padaria com produção própria e duas lojas

o dono aprovava cada pedido de farinha

Montamos a agenda de sete dias e separamos os montes. Ficou uma alçada de compra por valor e a lista do que ele continua assinando por exigência legal.

Serralheria com nove funcionários

nenhum orçamento saía sem o dono conferir

Conversamos com os dois torneiros mais antigos. Ficou um modelo de orçamento com faixas de preço já aprovadas e a conferência só acima de determinada medida.

Pousada familiar de dezesseis quartos

a proprietária respondia mensagem de hóspede de madrugada

Ficou um roteiro de plantão com três situações resolvidas na recepção e a reunião de segunda-feira com a governanta.

Escritório de despachante

o titular assinava e conferia todos os processos

Separamos o que exige a assinatura dele do que era costume. Ficaram duas listas coladas na parede e uma conferência por amostragem.

Marcenaria sob medida

o dono media todas as obras pessoalmente

Ficou uma ficha de medição preenchida pelo montador, com fotos, e a visita do dono apenas nas obras acima de certo tamanho.

Loja de autopeças com entrega própria

o proprietário definia a rota de entrega toda manhã

Ficou um critério de rota escrito em meia página e a reunião de quinze minutos que o entregador conduz sozinho.

Clínica odontológica com quatro cadeiras

a sócia clínica também controlava a agenda e as compras

Ficou a separação escrita entre a parte clínica e a administrativa, com duas pessoas nomeadas e o calendário de cada frente.

Empresa de instalação de esquadrias

o dono não tirava férias havia sete anos

Ficou um plano de quinze dias sem ele, com os nomes de quem decide cada coisa na ausência, testado antes das férias de verdade.

Perguntas

O que os donos costumam perguntar

As dúvidas que chegam antes da primeira conversa, respondidas sem enfeite.

Marcar uma conversa

Vou perder o controle da minha empresa?

O trabalho não retira decisão de ninguém: ele escreve onde cada decisão mora. Quase sempre o dono termina com menos assinaturas e mais informação — porque o que desce de nível volta para ele em reunião, e não em interrupção.

E se a pessoa que vai decidir errar?

Vai errar alguma vez, como você já errou. Por isso o corte das decisões tem faixas: começa pelas de menor consequência e sobe conforme as primeiras funcionam.

Minha equipe é pequena, isso serve?

Serve, e fica mais rápido. Com seis ou oito pessoas o trabalho dura menos, mas a agenda de sete dias e as conversas individuais continuam sendo a base.

Preciso mesmo anotar a semana hora a hora?

Precisa. É a parte mais chata e a que mais muda a conversa: sem ela, discutimos impressões; com ela, discutimos uma folha.

Vocês conversam com a equipe sem mim na sala?

Sim, e isso é combinado desde o começo. Quem executa fala outra coisa quando o dono está presente, e é justamente a outra coisa que precisamos ouvir.

O que entra na pasta final?

Agenda analisada, mapa da firma, descrições de cargo, corte das decisões, regimento de reuniões e o calendário do dono — tudo em arquivo que você pode abrir e alterar depois.

Conte quantas decisões passaram pela sua mesa ontem

A primeira conversa dura uma hora e serve para dizer se o caso pede a leitura curta da semana ou a organização completa.