A agenda de uma semana comum
Pedimos a agenda real de sete dias, hora a hora, incluindo as interrupções. É o documento mais revelador do trabalho e o mais incômodo de montar.
O que está dentro da pasta no último encontro.
Sete dias hora a hora, com as interrupções agrupadas por assunto e contadas.
O que a lei exige da sua assinatura e o que a casa se acostumou a mandar para você.
O desenho do que existe, com as setas que sempre voltam para a mesma mesa destacadas.
Uma folha por posição, escrita junto com quem ocupa o lugar, com entregas e limites.
Uma tabela com destino para cada tipo de decisão e a faixa em que ela passa a ser resolvida.
Uma página com o que você olha na semana, revê no mês e retoma no trimestre — e o que deixa de chegar até você.

Ninguém concentra decisões por gosto. Concentra porque nunca ficou escrito o que pode ser decidido sem ele, e porque o primeiro erro de quem tentou ainda está na memória da casa.
Pedimos a agenda real de sete dias, hora a hora, incluindo as interrupções. É o documento mais revelador do trabalho e o mais incômodo de montar.
Listamos tudo o que precisa da assinatura dele num mês e separamos o que a lei exige do que é apenas costume da casa. Os dois montes raramente têm o mesmo tamanho.
Em quase toda firma há alguém que resolve sozinho e pede desculpa depois. Essa pessoa é a primeira linha do desenho novo.
Perguntamos qual foi a última vez que alguém decidiu e deu errado. Quase sempre existe uma história única, antiga, que nunca foi conversada e virou regra silenciosa.
No fim, o calendário do dono é escrito à parte: o que ele olha toda semana, o que revê todo mês e o que não precisa mais chegar até ele.
Três partes em cada história: o que a firma trouxe, o que fizemos e o que ficou com ela. Publicadas com autorização.
Ficou uma ficha de medição preenchida pelo montador, com fotos, e a visita do dono apenas nas obras acima de certo tamanho.
Ficou um critério de rota escrito em meia página e a reunião de quinze minutos que o entregador conduz sozinho.
Ficou a separação escrita entre a parte clínica e a administrativa, com duas pessoas nomeadas e o calendário de cada frente.
Ficou um plano de quinze dias sem ele, com os nomes de quem decide cada coisa na ausência, testado antes das férias de verdade.
A primeira conversa dura uma hora e serve para dizer se o caso pede a leitura curta da semana ou a organização completa.